Yamaha tracer 7

O que precisas de saber (veredito rápido)
Versátil, ágil, com muito boa qualidade de construção, um motor altamente fiável, bons consumos e conforto geral garantido (sobretudo na versão GT). É assim a Tracer 7, modelo de 2025.
A Yamaha promoveu algumas melhorias significativas nesta nova edição da sua já muito bem sucedida Tracer 7, e, na minha opinião, acertou em todas essas alterações.
| Critério | Pontuação | |
|---|---|---|
| Consumos | 5/5 | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Conforto | 4/5 | ⭐⭐⭐⭐⬜ |
| Qualidade de construção/materiais | 4/5 | ⭐⭐⭐⭐⬜ |
| Versatilidade | 4/5 | ⭐⭐⭐⭐⬜ |
| Relação qualidade/preço | 4/5 | ⭐⭐⭐⭐⬜ |
| Nota final | 4/5 | ⭐⭐⭐⭐⬜ |
Análise completa
A Yamaha tinha nas versões anteriores desta Tracer 7 um pequeno diamante, tanto em posicionamento no mercado de vendas, como de própria imagem para a marca. No entanto, dada a forte concorrência, a versão anterior já requeria algumas atualizações importantes e a marca não se fez rogada, ouviu os clientes e promoveu essas atualizações.
Esta mota tem hoje (ainda mais) aspetos positivos. No entanto, como já é sabido, não há motas perfeitas e, como tal, há sempre aspetos que podem ser melhorados.
Sem entrar em detalhes muito técnicos sobre esta mota, vamos falar de alguns aspetos positivos e outros que podem ser melhorados, finalizando com algumas considerações gerais.
Cinco pontos positivos
- Motor CP2 (fiabilidade, bons consumos e muita diversão)
- Conforto e ergonomia, posição de condução relaxada
- Suspensão invertida e totalmente ajustável (em conjunto com o braço oscilante mais comprido, aumenta a estabilidade)
- Acelerador eletrónico (introdução de modos de condução e cruise control)
- Versatilidade (excelente compromisso entre mota desportiva e mota para viajar ou para o dia-a-dia)
- (Extra – design melhorado)
Cinco pontos a melhorar
- Preço algo “picante”, sobretudo na versão GT
- Sistema de navegação através de app da Garmin (pouco prático, pouco intuitivo e com tamanho muito reduzido no ecrã da mota)
- Sistema de piscas com dois níveis de profundidade (difícil de entender a diferença, sobretudo com luvas de inverno)
- Guarda lamas traseiro demasiado curto e que deixa exposto o apoio inferior do amortecedor traseiro (cumpre pouco a função de proteção)
- Descanso central (versão GT ou como extra na versão base) demasiado baixo e que dificulta ou impossibilita mesmo a colocação de alguns sistemas de escape after market
Considerações gerais
Se o que procuras é uma mota equilibrada, que tanto te sirva no dia a dia, como para viagens, que pode ser desportiva e de passeios tranquilos ao fim de semana, então deves considerar esta Tracer 7 versão de 2025.
Por ter um centro de gravidade relativamente baixo e ser uma mota leve dentro do segmento, serve quase todos os condutores, independentemente da estatura. Além disso, tendo um motor que oferece uma condução suave, com potência suficiente para muita diversão mas que não chega a assustar, é apta mesmo para quem tem pouca experiência e que possa estar, por exemplo, à procura de uma primeira mota de cilindrada média.
Estas características fazem dela uma excelente opção para mota de aquisição de experiência em cilindradas acima de 125cc, garantindo que dificilmente sentiremos falta de motor e de potência quando essa experiência e confiança chegarem.
Algo que deves ter em conta é que se trata de uma mota 100% de estrada, com perfil talhado para viagens, sejam elas curtas ou longas, sem qualquer aptidão para off road.
Claro que com os devidos cuidados, pneus mistos e algumas proteções, pode fazer alguns percursos muito simples fora de estrada, no entanto, não é essa a vocação deste modelo.
É por isso uma mota muito versátil, de facto, mas para quem procura percursos totalmente “estradistas”.
A diferença entre a versão base a versão GT, além do preço, está nas cores disponíveis e nos extras que a GT traz de fábrica, nomeadamente o vidro mais alto, punhos aquecidos, banco mais confortável, descanso central e malas laterais.
Mas será que estes extras valem a diferença de valor de cerca de 1.500€?
Bem, isso vai depender da utilização que pretendas fazer deste modelo.
Se fores um apaixonado por viagens e frequentemente estiveres nessa condição, então a versão GT é provavelmente a melhor opção para ti, pois os extras que a Yamaha lhe coloca aumentam significativamente o conforto.
Se por outro lado não costumas fazer viagens ou percursos longos, então talvez te seja mais vantajoso considerar a versão base, ainda que lhe coloques alguns dos muitos extras disponíveis para este modelo.
Como veredito final, destaco a alma desportiva desta mota, que permite uma condução alegre por estradas reviradas, cheias de curvas, mas com um motor que não compromete em fiabilidade e consumos, os quais facilmente se fixam entre os 4 e os 4,5 litros, mesmo em velocidades mais elevadas e com a mota carregada.
É confortável para o condutor e para o pendura, estável, equilibrada, e transmite confiança, tanto em andamento, quanto na hora de parar e colocar o pé no chão.
Dentro do segmento das desportivas de turismo de média cilindrada, esta Tracer 7 versão de 2025 é sem dúvida uma das mais destacáveis motas presentes no nosso mercado.
Importa ainda referir que o Pulso Motard não tem qualquer parceria definida com a Yamaha e que esta é uma opinião isenta, escrita por um utilizador do modelo em análise.
Sobre este modelo, está disponível no canal do YouTube do Pulso Motard uma sequência de três vídeos:
👉 Vale a pena? Yamaha Tracer 7 | Parte 1
👉 Vale a pena? Yamaha Tracer 7 | Parte 2
👉 Vale a pena? Yamaha Tracer 7 | Parte 3
Boas curvas ✌️



